
Só nas rodovias Castello Branco e Raposo Tavares, a ViaOeste diz que gastou R$ 15,7 milhões com motos em 2007. Esse valor era subsidiado por automóveis e caminhões. A concessionária Rota das Bandeiras, que assumiu a rodovia D. Pedro I em abril, admite que "veículos acabam pagando a parte referente a das motos". Ou seja, ao cobrar de motos, a tarifa para carros deveria ser reduzida. Mas só a Ecopistas, que desde junho controla o eixo Ayrton Senna-Carvalho Pinto, diminuiu essa taxa.
As outras concessionárias mantiveram a tarifa dos automóveis inalterada. A Rota das Bandeiras anunciou que não irá reduzir o valor dos carros em setembro, quando começará a cobrar de motos. As rodovias Dutra e Régis Bittencourt também passaram a cobrar de motos e não reduziram a tarifa de carros. Marcelo Rezk, gerente da Nova Dutra, nega que os carros estivessem pagando pelas motos: "Não cobrávamos antes porque o volume de motos era pequeno." A Ecovias, do sistema Anchieta-Imigrantes, diz que o seu contrato não permite a cobrança, mas a empresa está preocupada com os "acidentes de motos pequenas, sem perfil para trafegar em rodovias de alta velocidade".
Fonte: RICARDO RIBEIRO, da Folha de São Paulo
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